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Tereza mantém candidatura ao comando do Senado depois de PL lançar Marinho, que diz ter 40 votos

Senadora de MS nega racha e diz que os dois vão avaliar mais adiante quem tem mais chance contra Alcolumbre. Azambuja e Contar, eleitos pelo PL no estado, foram à reunião do partido; Azambuja quer leiloar a Malha Oeste por trechos.

Por Redação Campo em Pauta ·

Tereza Cristina, de blazer xadrez colorido, conversa com Rogério Marinho, de terno escuro, que aponta com a mão, num corredor do Senado com a inscrição Ala Senador Josaphat Marinho na parede
Tereza Cristina conversa com Rogério Marinho no corredor das comissões do Senado, em Brasília, em março de 2023. Foto: Roque de Sá/Agência Senado (CC BY 2.0)

A senadora Tereza Cristina (PP-MS) manteve na quarta-feira (4) a candidatura à presidência do Senado, horas depois de o PL oficializar o nome do líder da oposição, Rogério Marinho (PL-RN), para enfrentar Davi Alcolumbre (União-AP), que tenta a reeleição. Em nota ao Jornal Midiamax, a ex-ministra da Agricultura e vice-presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) negou divisão na oposição e disse que o combinado com Marinho é avaliar, mais adiante, quem estará em melhores condições de vencer.

“Estamos a quase três meses das eleições da Mesa do Senado, e este é um momento importante para ouvir os senadores que já estão na Casa e também os que estão chegando, além de cada candidato buscar convencer os colegas”, diz a nota. “A senadora sempre esteve em diálogo com Rogério Marinho, seu colega de oposição. Não há divisão.”

No mesmo dia, num encontro com lideranças femininas na sede da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB), em Brasília, Tereza reforçou a aposta na bancada feminina, que cresce em 2027. “O Senado tem mais de 200 anos e nunca teve uma mulher presidente”, disse, segundo o Canal Rural.

Marinho foi lançado depois de uma reunião do PL com 33 senadores em exercício ou eleitos para tomar posse em fevereiro, segundo O Tempo. Ele disse ter ao menos 40 votos, um a menos que os 41 que elegem o presidente da Casa em 1º turno. “Estamos dentro de um partido que tem um número expressivo de senadores. Temos outros partidos que nos apoiam, o Novo que veio na sua integralidade, vieram integrantes do PP, do Republicanos”, afirmou, segundo a CartaCapital.

Sobre Tereza, Marinho falou em convergência. “Tereza tem toda a legitimidade de ser candidata. Ela certamente vai tentar viabilizar sua candidatura. No momento oportuno, pelo nosso acerto, vamos convergir, até porque estamos no mesmo lado, defendemos as mesmas bandeiras. Tereza é nossa parceira”, declarou.

O outro lado da disputa

Alcolumbre já recebeu apoio do MDB, do PSD, do PT e da federação União Progressista, formada pelo PP de Tereza e pelo União Brasil, segundo a CartaCapital. Em 2025, ele foi eleito com 73 dos 81 votos, com o PL entre os partidos que o apoiaram. Marinho disputou o cargo em 2023 e perdeu para Rodrigo Pacheco por 49 a 32. A eleição está marcada para 1º de fevereiro de 2027, e o voto é secreto.

No discurso, Marinho disse que “o Brasil precisa ser pacificado” e evitou transformar o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) em bandeira, sem descartar o tema. “Nós não seremos candidatos com um tema de impeachment de quem quer que seja, mas de respeito à Constituição. Nós não seremos omissos, porque ninguém está acima da lei”, afirmou, segundo O Tempo.

Bancada de MS e a Malha Oeste

Os dois senadores eleitos pelo PL em Mato Grosso do Sul em outubro, Reinaldo Azambuja e Capitão Contar, que tiveram o apoio de Tereza na campanha, participaram da reunião que lançou Marinho, segundo o site Investiga MS. Como o voto é secreto, a escolha de cada um só se confirma em fevereiro.

Azambuja já tem uma pauta para levar à Casa. Ele defende que a nova concessão da Malha Oeste, ferrovia de cerca de 1,6 mil km entre Corumbá (MS) e Mairinque (SP), seja feita por trechos, com avaliação da carga de cada segmento, do custo de recuperação e da ligação com outros corredores, inclusive onde trocar a bitola estreita pela larga, segundo o Campo Grande News. Mato Grosso do Sul escoa cerca de 80% da produção agrícola por rodovia, segundo a Aprosoja-MS, e colheu 17,7 milhões de toneladas de soja na safra 2025/26. Pela conta do senador eleito, um trem de 150 vagões leva 15 mil toneladas de grãos, carga de mais de 400 caminhões de 37 toneladas.

O leilão anda devagar. A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) já pediu ao Tribunal de Contas da União (TCU) duas prorrogações de prazo para concluir os ajustes exigidos nos estudos, a última em 20 de outubro, de pelo menos mais 30 dias, alegando falta de servidores, segundo o Correio do Estado. O Ministério dos Transportes prevê o edital em abril e o leilão em agosto de 2027, com R$ 29,1 bilhões em investimentos ao longo de 57 anos, R$ 3,6 bilhões deles em aporte federal. Em maio, a pasta estudava oferecer o trecho inteiro ou só os segmentos até Bauru (SP) ou Três Lagoas (MS), com o aporte reservado a quem levasse ao menos até Bauru, segundo a Folha de Campo Grande.

“Não basta recuperar os trilhos. Precisamos de uma ferrovia que funcione, tenha carga para transportar e esteja conectada aos principais corredores logísticos do país”, afirmou Azambuja.

Com informações de Jornal Midiamax, Canal Rural, O Tempo, CartaCapital, Gazeta Mercantil, Investiga MS, Campo Grande News, Correio do Estado e Folha de Campo Grande.

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