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Real Time e Alfa dão 60% e 61% a Flávio no Centro-Oeste; região fez 97,5% da vantagem dele no 1º turno

Nos votos válidos, senador lidera por 52% a 48% e por 51,5% a 48,5%, em empate técnico; dólar cai 0,5% e tira R$ 0,37 da saca de soja em Paranaguá, que sobe em dólar.

Por Redação Campo em Pauta ·

Painel eletrônico do TSE com mapa do Brasil e percentuais de seções apuradas por estado; em primeiro plano, um homem sentado de costas e tripés com celulares e câmeras
Painel do TSE mostra a apuração para governador no 1º turno, em Brasília, em 4 de outubro de 2026. Foto: Carlos Moura/Agência Senado (CC BY-SA 4.0)

Duas pesquisas nacionais registradas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e divulgadas nesta terça-feira (20), a cinco dias do 2º turno, mantêm o senador Flávio Bolsonaro (PL) à frente do presidente Lula (PT), dentro da margem de erro, e voltam a mostrar a vantagem larga do candidato do PL no Centro-Oeste. Na Real Time Big Data, Flávio tem 60% das intenções de voto na região, contra 30% de Lula. Na Alfa Inteligência, o placar regional é de 61% a 37%.

No país, a Real Time Big Data dá 48% a Flávio e 45% a Lula nos votos totais, com 5% de brancos e nulos e 2% de indecisos. Nos votos válidos, critério da Justiça Eleitoral, o placar é de 52% a 48%, no limite da margem de erro de 2 pontos. Na rodada anterior do instituto, de 1º de outubro, antes do 1º turno, eram 46% a 45%. Foram 2.000 entrevistas por telefone, com entrevistadores humanos, de 15 a 19 de outubro, e o registro no TSE é BR-02952/2026. Segundo o relatório, 93% dos eleitores dizem ter o voto definido.

A Alfa Inteligência ouviu 2.700 eleitores em entrevistas presenciais no mesmo período e aponta 48,8% para Flávio e 45,9% para Lula, com margem de 1,9 ponto. Nos válidos, são 51,5% a 48,5%. A pesquisa foi paga pelo próprio instituto e está registrada como BR-00820/2026. A rejeição é de 46% para Lula e de 45% para Flávio, e 50% dos entrevistados desaprovam a forma como o presidente governa, ante 46% que aprovam. As duas coletas terminaram na segunda-feira (19), dia seguinte ao debate da Band, e parte das entrevistas foi feita antes do confronto.

O peso do Centro-Oeste

Na Real Time, a diferença de 30 pontos no Centro-Oeste só fica atrás da do Sul, onde Flávio tem 62%, e Lula, 28%. O petista lidera no Nordeste, por 62% a 31%. Os recortes regionais têm amostras pequenas: o Centro-Oeste respondeu por 7% das entrevistas, cerca de 140 pessoas pelas contas do Campo em Pauta, e a margem de erro nesse grupo é bem maior que a nacional. Na Alfa, segundo a Exame, Flávio também vence no Sudeste, por 54% a 41%. A PoderData e a AtlasIntel, divulgadas na segunda-feira, deram ao senador 60% e 56,5% na região.

O resultado do 1º turno mostra por que a região pesa na conta. Pelas contas do Campo em Pauta com os dados do TSE, Flávio teve 5.133.436 votos em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e no Distrito Federal, e Lula, 2.963.043, o que corresponde a 56,5% e 32,6% dos válidos. A diferença de 2.170.393 votos equivale a 97,5% da vantagem nacional do senador, de 2.224.965 votos, embora a região tenha somado só 7,6% dos votos válidos do país.

Mato Grosso deu a Flávio 65,15% dos válidos e uma vantagem de 716,9 mil votos sobre Lula. Em Goiás, onde o ex-governador Ronaldo Caiado (PSD) teve 12,33% e hoje apoia o senador, Flávio fez 53,6%, e a diferença chegou a 863 mil votos, a maior da região. Em Mato Grosso do Sul, foram 58,6%, e no Distrito Federal, 51,31%.

A Real Time também mediu o apoio a propostas em debate na campanha. Limitar as decisões individuais de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) tem o apoio de 63% dos entrevistados, e tirar do presidente da República a prerrogativa de indicar ministros da Corte, de 85%. Reduzir em pelo menos dez o número de ministérios tem 80% a favor. A redução da jornada semanal de 44 para 40 horas sem corte de salário, tema que preocupa o agro desde a aprovação do fim da escala 6×1, tem apoio de 64%, inclusive de 53% dos eleitores de Flávio.

Dólar recua, e a soja sente

No mercado, o real se valorizou. Na segunda-feira, o dólar à vista caiu 0,50%, para R$ 5,0476, sob influência da disputa eleitoral e da queda da moeda americana ante outras emergentes, e o Ibovespa recuou 0,17%, a 205.079 pontos, pressionado pela Petrobras, segundo a CNN Brasil. A Ptax, taxa de referência do Banco Central, passou de R$ 5,0826 na sexta-feira (16) para R$ 5,0564. Nesta terça, o dólar à vista chegou à mínima de R$ 5,0196 às 9h06, em queda de 0,56%, com a repercussão da Alfa e da Real Time e a baixa da moeda americana no exterior, segundo o Canal Rural. A Ptax das 11h estava em R$ 5,0138.

Para o produtor, o real mais forte pesa na saca. O indicador Cepea/Esalq da soja em Paranaguá (PR) caiu 0,24% na segunda-feira, para R$ 154,24, embora tenha subido em dólar, de US$ 30,47 para US$ 30,56. Em outubro, a saca acumula queda de 4,53% em reais.

Segundo a BDM Online, citada pela agência Safras, a disputa apertada mantém o mercado cauteloso sobre a política econômica a partir de 2027. Pesam as medidas de ampliação de gastos anunciadas por Lula na reta final e as dúvidas sobre o ajuste fiscal de Flávio, que negou em sabatinas a intenção de mexer no salário mínimo, nas aposentadorias e na escala 5×2 e de privatizar a Petrobras e o Banco do Brasil.

A agenda até domingo

Flávio cumpre nesta terça-feira agenda em Goiás para gravar material de campanha com cantores sertanejos que o apoiam, em evento fechado na fazenda do senador Wilder Morais, presidente do PL goiano, em Nerópolis, na região metropolitana de Goiânia, segundo o Jornal Opção. O governador reeleito Daniel Vilela (MDB), que declarou apoio ao senador em 6 de outubro ao lado de Caiado, não deve ir ao encontro. No sábado (17), Vilela, Caiado e Gracinha Caiado, eleita para o Senado, fizeram carreatas pró-Flávio em Aparecida de Goiânia e Anápolis.

Lula faz nesta terça caminhada em São Luís (MA), às 11h, e segue à tarde para Juazeiro (BA) e Petrolina (PE), no Vale do São Francisco, segundo a agenda publicada pelo jornal O Tempo. Na segunda-feira, em ato em Porto Alegre, o presidente disse que entregaria ao TSE nesta terça um ofício para abrir seus sigilos telefônico e bancário e os de seus cinco filhos e cobrou o mesmo de Flávio, segundo o Correio do Estado. O último debate entre os dois será na sexta-feira (23), na TV Globo.

Com informações de Real Time Big Data (relatório BR-02952/2026), Correio do Estado, Exame, CNN Brasil, Times Brasil, BM&C News, TSE (resultados do 1º turno, Brasil), TSE (resultados do 1º turno, MT), TSE (resultados do 1º turno, MS), TSE (resultados do 1º turno, GO), TSE (resultados do 1º turno, DF), Canal Rural, Banco Central (Ptax), Cepea, Safras, Jornal Opção e O Tempo.

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