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Quatro pesquisas do 2º turno dão Flávio à frente, três em empate técnico; dólar volta a passar de R$ 5

Ptax sobe 0,41% e Ibovespa cai 1,04% no dia das pesquisas; no Centro-Oeste, senador tem 55% no PoderData e 59,6% na Futura/100% Cidades.

Por Redação Campo em Pauta ·

Urna eletrônica brasileira modelo UE2020, com tela, teclado numérico e as teclas branco, corrige e confirma, ao lado do terminal do mesário
Urna eletrônica modelo UE2020, usada pela Justiça Eleitoral desde 2022. Foto: Antonio Augusto/Secom/TSE (domínio público)

O dólar voltou a passar de R$ 5 e a Bolsa caiu na terça-feira (13), dia em que quatro institutos divulgaram pesquisas para o 2º turno da eleição presidencial, marcado para 25 de outubro. Todas mostram o senador Flávio Bolsonaro (PL) numericamente à frente do presidente Lula (PT), mas em três delas a diferença fica dentro da margem de erro, o que configura empate técnico.

A Ptax, taxa de referência calculada pelo Banco Central, fechou a terça em R$ 5,0096, alta de 0,41% sobre a sexta-feira (9), último dia útil antes do feriado. No mercado à vista, o dólar comercial subiu 0,74%, para R$ 5,02. O Ibovespa, principal índice da B3, recuou 1,04%, para 206.887 pontos, depois de ter batido recordes na semana anterior.

O que mostram as pesquisas

No 1º turno, em 4 de outubro, Flávio teve 47,03% dos votos válidos, e Lula, 45,16%. Os levantamentos divulgados na terça, todos registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), trazem os seguintes resultados:

  • Gerp: Flávio tem 55% dos votos válidos, e Lula, 45%. Nos votos totais, 53% a 44%. Foram 2.400 entrevistas por telefone em 8, 9 e 12 de outubro, com margem de erro de 2 pontos percentuais. Contratada pela própria Gerp Mercadologia, registro BR-07877/2026. É a única das quatro em que a vantagem do senador supera a margem de erro.
  • Nexus/BTG Pactual: Flávio tem 52% dos válidos, e Lula, 48%. Nos totais, 48% a 45%, com 5% de brancos, nulos ou nenhum e 2% de indecisos. Foram 2.002 entrevistas por telefone de 10 a 12 de outubro, margem de 2 pontos. Contratada pelo banco BTG Pactual, registro BR-07997/2026.
  • PoderData/Aya: Flávio tem 51% dos válidos, e Lula, 49%. Nos totais, 48% a 46%. Foram 3.000 entrevistas por telefone em 686 municípios, de 10 a 12 de outubro, margem de 1,8 ponto. Feita com recursos próprios do grupo Poder360, registro BR-01209/2026. Na rodada anterior, de 5 a 7 de outubro, o placar nos válidos era de 53% a 47%.
  • Futura/100% Cidades: Flávio tem 51,8% dos válidos, e Lula, 48,2%. Nos totais, 50% a 46,6%. Foram 2.000 entrevistas por telefone de 7 a 10 de outubro, margem de 2,2 pontos. Custeada pelo próprio instituto, registro BR-00650/2026.

Centro-Oeste dá a Flávio uma das maiores vantagens

Dois institutos divulgaram o recorte por região. No PoderData, Flávio tem 55% das intenções de voto no Centro-Oeste, contra 38% de Lula, com 6% de brancos e nulos e 2% de indecisos. Só no Sul o senador vai melhor, com 61%. Lula lidera no Nordeste, com 57%. Na Futura/100% Cidades, o placar no Centro-Oeste é de 59,6% a 35,6%. A margem de erro informada pelos institutos vale para o total da amostra; nos recortes regionais, que ouvem menos eleitores, ela é maior.

O PoderData também mediu a aprovação do presidente: no Centro-Oeste, 58% desaprovam o desempenho de Lula, e 37% aprovam. No país, são 50% e 44%. Nenhum dos relatórios e reportagens consultados pelo Campo em Pauta traz recorte específico do eleitorado rural ou do agro.

Por que o mercado reagiu

Investidores associam uma eventual vitória de Flávio a uma política fiscal mais restritiva, com mais controle dos gastos públicos, segundo a Folhapress. Por isso, o resultado do 1º turno derrubou o dólar: a Ptax caiu de R$ 5,2238 na sexta-feira (2) para R$ 4,9859 na segunda-feira (5), recuo de 4,6% em um dia. Pesquisas com a disputa mais apertada reduzem essa aposta e devolvem prêmio de risco aos ativos brasileiros, avaliou a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, no podcast Diário Econômico, exibido pelo Canal Rural. Os juros futuros também subiram na terça.

“Historicamente, é esperado que a volatilidade do câmbio se eleve em períodos eleitorais, e fatores domésticos podem fazer mais preço nesses momentos que os externos”, disse à Folhapress o analista Luca Girardi, da Nomad.

Para o produtor, o câmbio pesa nos dois lados da conta. Soja e milho são cotados em dólar, e a moeda mais fraca na semana passada derrubou os preços pagos no mercado interno. Já fertilizantes e defensivos importados ficam mais caros quando o dólar sobe. Os juros futuros servem de referência para o custo do crédito.

Nesta quarta-feira (14), o dólar abriu em alta, puxado também pelo exterior. A inflação ao consumidor dos Estados Unidos subiu 0,6% em setembro e chegou a 3,7% em 12 meses, de acordo com o Departamento do Trabalho americano. O dado ampliou as apostas de alta dos juros nos EUA, segundo o BDM. A Ptax de abertura foi de R$ 5,0462, e o Ibovespa abriu em queda de 1,40%. A partir das 18h desta quarta, a Quaest divulga sua primeira pesquisa do 2º turno, contratada pela TV Globo e pelo jornal O Globo, com 2.154 entrevistas de 10 a 13 de outubro (registro BR-08729/2026). O Datafolha, contratado pela Folha de S.Paulo, apresenta nova rodada na quinta-feira (15).

Com informações de Banco Central (Ptax, SGS série 1), PoderData (relatório, registro BR-01209/2026), Poder360, Gazeta do Povo (Nexus/BTG Pactual), CNN Brasil (Nexus/BTG Pactual), Exame (Gerp), TradeMap (Futura/100% Cidades), TradeMap (Futura/100% Cidades, regiões), CNN Brasil (mercado em 13/10), O Tempo/Folhapress, Canal Rural, BDM (Bom Dia Mercado), U.S. Bureau of Labor Statistics (CPI de setembro) e O Povo (Quaest e Datafolha).

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