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Soja cai pela 3ª sessão em Chicago e prêmio recua em Paranaguá; saca vale R$ 137 em MT e R$ 133 em Rio Verde

Colheita nos EUA chega a 46% da área, China volta às compras americanas, e o prêmio para embarque em outubro cai de US$ 1,80 para US$ 1,40 por bushel em duas semanas.

Por Redação Campo em Pauta ·

Edifício art déco da Chicago Board of Trade, com relógio na fachada, ao fim de uma rua estreita entre prédios altos no centro de Chicago
Edifício da Chicago Board of Trade, no fim da LaSalle Street, em Chicago (EUA). A bolsa, hoje parte do CME Group, é referência para os contratos futuros de soja e milho. Foto: Ken Lund (CC BY-SA 2.0)

A soja fechou em queda pela terceira sessão seguida na Bolsa de Chicago nesta quarta-feira (14), pressionada pelo avanço da colheita nos Estados Unidos, e o recuo chega ao produtor do Centro-Oeste também pelo prêmio pago nos portos brasileiros. O contrato de novembro terminou a US$ 12,77 por bushel, baixa de 0,51%. O milho para dezembro caiu 0,41%, a US$ 4,81 por bushel.

Pelo relatório semanal de acompanhamento de safras do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), divulgado na terça-feira (13), a colheita da soja americana chegou a 46% da área até o domingo (11), ante 25% uma semana antes e média de 50% nos últimos cinco anos. No milho, 33% da área estava colhida, contra média de 39%. O atraso é maior em Iowa e Nebraska, onde a soja colhida soma 31% e 26%, contra médias de 59% e 55%.

A demanda chinesa limitou a queda. O USDA confirmou a venda de 470 mil toneladas de soja americana à China para entrega na safra 2026/27, segundo a CNN Brasil. Ainda assim, a entrada da nova safra, a queda dos derivados e o dólar mais forte no exterior pesaram mais, segundo a Agrinvest, citada pela CNN Brasil.

Prêmio e dólar em baixa

No Brasil, o prêmio de exportação da soja em Paranaguá (PR) para embarque em outubro caiu de US$ 1,80 por bushel sobre Chicago no fim de setembro para US$ 1,40 nesta semana, pelas cotações publicadas pelo Notícias Agrícolas. Para novembro, passou de US$ 1,70 para US$ 1,55.

O câmbio também tirou valor da saca. A Ptax, taxa de referência do Banco Central, fechou a quarta-feira a R$ 5,0441, ante R$ 5,1809 no fim de setembro, queda de 2,6%. Em 6 de outubro, chegou a R$ 4,9698.

Com isso, o indicador Cepea/Esalq da soja em Paranaguá ficou em R$ 154,29 por saca de 60 quilos na quarta-feira, alta de 0,09% no dia e queda de 4,5% no mês. No Paraná, o indicador do Cepea marcou R$ 148,75.

Preços no Centro-Oeste

Em Mato Grosso, a soja disponível valia em média R$ 137 por saca na quarta-feira, recuo de 0,37% no dia, segundo o Imea. Em Sorriso, a saca saiu a R$ 136,20; em Rondonópolis, a R$ 143,30. A diferença para o porto reflete o frete: o Imea estimou em R$ 491,92 por tonelada o transporte de Sorriso a Santos na semana passada, cerca de R$ 29,50 por saca.

Em Mato Grosso do Sul, a Granos Corretora apontava R$ 140,50 em Campo Grande e R$ 138 em Dourados e em Chapadão do Sul na terça-feira (13). Em Goiás, a saca estava a R$ 133 em Rio Verde, pela cotação da cooperativa Comigo, e também em Jataí, segundo o sindicato rural.

No milho, o indicador Esalq/B3 ficou em R$ 65,43 por saca na quarta-feira, queda de 4,7% no mês. Em Mato Grosso, a média do Imea foi de R$ 46,71, com R$ 46,70 em Sorriso e R$ 51,30 em Rondonópolis. Em Rio Verde (GO), a Comigo pagava R$ 54; em Campo Grande e Dourados (MS), a Granos indicava R$ 53. Na B3, o contrato de novembro caiu 2,25%, para R$ 67,40.

No mercado mundial, o milho segue mais caro que há um ano. Pelo índice da FAO, o cereal subiu 5,6% em setembro, ao maior nível em mais de três anos, com produtividade abaixo do esperado nos Estados Unidos, menor oferta para exportação no Brasil e a incerteza sobre o frete e os fertilizantes por causa de Ormuz. O próximo relatório de acompanhamento de safras do USDA sai na segunda-feira (19).

Com informações de CNN Brasil, Safras & Mercado, Canal Rural, USDA/NASS (Crop Progress), Cepea/Esalq, Imea, Notícias Agrícolas (cotações), Banco Central (Ptax) e FAO.

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