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Pollon entra na lista de cotados para ministério em eventual governo Flávio Bolsonaro

Deputado mais votado do PL em MS vai coordenar as propostas sobre armas na transição; Azambuja também é citado nos bastidores, mas diz que não recebeu convite.

Por Redação Campo em Pauta ·

Marcos Pollon fala ao microfone em audiência na Comissão de Constituição e Justiça do Senado
Pollon em audiência da CCJ do Senado sobre o projeto que muda as regras de posse e venda de armas, em abril de 2023 Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado (CC BY 2.0)

O deputado federal Marcos Pollon (PL-MS), reeleito em 4 de outubro com 140.129 votos, está entre os nomes cotados para um ministério caso o senador Flávio Bolsonaro (PL) vença o segundo turno, no domingo (25). A informação é do site Fato67, de Campo Grande. Segundo o site, a área em estudo é a de Justiça e Segurança Pública, que pode ser reorganizada e até dividida em duas pastas.

Pollon já tem lugar na equipe de transição. Em agosto, ele contou ter sido convidado por Flávio para coordenar as propostas de legítima defesa e a revisão das regras de armas adotadas no governo Lula. No dia seguinte à eleição, ao agradecer os votos, voltou a falar do convite, segundo o Midiamax. De acordo com o Fato67, ele também foi apresentado como coordenador dessa área em uma transmissão de Eduardo Bolsonaro.

Advogado e presidente do movimento Pró-Armas, Pollon defende trocar o Estatuto do Desarmamento por uma nova lei. A pauta interessa ao produtor rural, que mora longe do socorro policial. Uma lei de 2019 já permite ao morador da zona rural manter a arma em toda a extensão do imóvel. O grupo de Pollon quer ir além e derrubar as restrições à compra e ao registro de armas que o governo Lula baixou por decreto em 2023.

No primeiro mandato, Pollon também se aproximou da agenda do campo. Em 9 de outubro, o Campo em Pauta noticiou um levantamento que o aponta como o deputado com mais propostas voltadas ao produtor rural, entre elas o projeto que corta benefícios de invasores de terra.

Quem assume a vaga

Se Pollon deixar a Câmara para ocupar um ministério, a cadeira fica com a primeira suplente do PL de Mato Grosso do Sul, Cassy Monteiro, que teve 44.865 votos, segundo o TSE. Ao Fato67, a assessoria dela disse que a posse "depende dos desdobramentos políticos e dos procedimentos legais" e que o foco, por ora, é a vitória de Flávio.

Azambuja e a Agricultura

Outro nome de Mato Grosso do Sul nas conversas é o do ex-governador Reinaldo Azambuja (PL), eleito senador com 903.554 votos, o mais votado do estado. O Fato67 cita Azambuja como possível ministro da Casa Civil. Em agosto, uma coluna do Metrópoles o apontava como favorito para o Ministério da Agricultura, pasta que Tereza Cristina, aliada dele, comandou no governo Jair Bolsonaro.

Na época, Azambuja disse ao Correio do Estado que era cedo para tratar do assunto. "Se ele vencer a eleição e, posteriormente, me fizer o convite para assumir o Ministério da Agricultura, aí sim vou avaliar essa possibilidade com carinho", afirmou. Segundo o Fato67, ele repetiu nesta terça-feira (20) que não recebeu convite e que tudo depende do resultado das urnas.

Para a área de segurança, a imprensa nacional também cita o senador eleito Guilherme Derrite (PP-SP), ex-secretário de Segurança Pública de São Paulo, eleito com 13,27 milhões de votos.

Nenhuma indicação está formalizada. A equipe de Pollon foi procurada pelo Fato67 e não havia se manifestado até a publicação da reportagem original.

Com informações de Fato67, Midiamax, Correio do Estado e TSE – Resultados 2026.

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